13 de julho de 2010
7 de julho de 2010
vanity fair's world architecture survey
a obra mais votada foi o Guggenhein de Bilbao do Gehry. Brasileiras só constaram o Mube em SP e o MAC de Niterói.
Para ver o resultado completo clique aqui.
3 de julho de 2010
azul
Azul é uma cor distante. Está no céu. Raramente se encontra na natureza [um bom exemplo são as flores]. O mar é azul por conta do reflexo do céu, e por isso, o seu representante na mitologia grega, o deus Netuno/Poseidon tem o azul em todas as suas representações. Acontece o mesmo com outros. Krishna é um deles, considerado a suprema personalidade de deus para os hindus, seu corpo é todo azul. Escreva deus no google e curiosamente, a maior parte das figuras está em azul.
Também o azul foi usado para ilustrar seres imaginários ou extra-terrestres como o recente Avatar e o desenho Smurfs.
Chamamos aqueles que são da realeza de "sangue azul", pessoas de uma classe superior, nobres. Também convencionou-se que o azul seja de menino, enquanto o rosa é de meninas, devido a supremacia masculina que perdurou por anos no passado.
Na industria hoje vemos o azul, juntamente com o verde, dominando as embalagens de produtos de limpeza e higiene pessoal. Acredito que ele é associado a água e por isso remete-nos a assepcia. a unilever adotou não só para a marca principal da holding como para quase todas as suas brands de limpeza e higiene pessoal como Lux, Dove, Comfort, Rexona, Surf, Omo.
O azul representa, então, tudo aquilo que a gente não é [deuses, avatar, smurfs] e tudo aquilo que a gente quer ser [nobre, asseado, seguro].
26 de junho de 2010
19 de junho de 2010
O homem sério - Jiddu Krishnamurti
Pode acontecer que, nessa seriedade, um homem se torne egocêntrico; esse egocentrismo, de certo, o impedirá de examinar; mas o "homem sério" tem de prestar ouvidos aos outros, examinar, indagar constantemente; isso significa que ele deve ser altamente sensível. (…) Esse homem, pois, está sempre a escutar, a buscar, a investigar, a descobrir - com um cérebro sensível, uma mente sensível, um coração sensível - que não são coisas separadas; está a investigar com esse todo (…). (Idem, pág. 19)
A mente vulgar, superficial, pode também tornar-se mui "séria"; mas, quando se torna "séria", torna-se também algo absurda. Não sei se já notastes como as pessoas de mente vazia se mostram, freqüentemente, muito sérias. São muito loquazes, tomam ares importantes (…); entretanto, continua a ser uma mente muito pouco profunda. (Experimente um Novo Caminho, pág. 9)
E há, também, a mente muito lida, muito hábil no argumentar, no analisar, capaz de aduzir citações, extraídas de seu vasto reservatório de conhecimentos. Como muito bem sabeis, esse tipo de mente é solerte, incisiva, hábil, mas eu não a chamaria de mente séria, nem tampouco à mente superficial que quer mostrar-se séria. (…) (Idem, pág. 9-10)
Chamo séria à pessoa que está constantemente olhando, observando, atenta a si própria e a outros, observando seus próprios gestos, palavras, sua maneira de falar, (…) de andar; e que está também atenta às coisas que a cercam, às pressões, às tensões, à influência do ambiente, da "cultura" em que se criou, e à totalidade de seu próprio condicionamento. (…) Só essa mente é capaz de exame refletido, de dedicar sua energia a descobrir algo além das coisas construídas pelo homem - algo que se possa chamar Deus. (…) (Idem, pág. 10)
Pensamento do Dia - Jiddu Krishnamurti
"A verdadeira revolução não é revolução violenta, mas a que se realiza pelo cultivo da integração e da inteligência de entes humanos, os quais, pela influência de suas vidas, promoverão gradualmente radicais transformações na sociedade."
"Não é sinal de saúde estar bem adaptado a uma sociedade doente"
Recomendo a todos a lerem a história dele e seus livros.
7 de junho de 2010
construção
Beijou sua mulher como se fosse a última
E cada filho seu como se fosse o único
E atravessou a rua com seu passo tímido
Subiu a construção como se fosse máquina
Ergueu no patamar quatro paredes sólidas
Tijolo com tijolo num desenho mágico
Seus olhos embotados de cimento e lágrima
Sentou pra descansar como se fosse sábado
Comeu feijão com arroz como se fosse um príncipe
Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago
Dançou e gargalhou como se ouvisse música
E tropeçou no céu como se fosse um bêbado
E flutuou no ar como se fosse um pássaro
E se acabou no chão feito um pacote flácido
Agonizou no meio do passeio público
Morreu na contramão atrapalhando o tráfego